segunda-feira, junho 19, 2017

Aos molhos


Nem palpites, nem comentários

... só posso dizer que lamento muito.

terça-feira, junho 13, 2017

É brando o dia, brando o vento


Imagem de Cristo Salgado

O poeta Pessoa nasceu há 129, por isso se chamou, como o santo, Fernando António.

É brando o dia, brando o vento 
É brando o sol e brando o céu. 
Assim fosse meu pensamento! 

Assim fosse eu, assim fosse eu!

Mas entre mim e as brandas glórias
Deste céu limpo e este ar sem mim
Intervêm sonhos e memórias...
Ser eu assim ser eu assim!

Ah, o mundo é quanto nós trazemos.
Existe tudo porque existo.
Há porque vemos.
E tudo é isto, tudo é isto! 


Fernando Pessoa 

domingo, junho 11, 2017

Pormenores...

... de um curto passeio  de domingo.






3 ou 4 euros

Conheço-o há alguns anos. Não recordo se por ter trabalhado com um familiar próximo. Sempre que me encontra, pergunta-me pelo meu pai, que conhece há muitos mais anos. Reformou-se cedo e cedo começou a vaguear pelas ruas e a fazer dos cafés poiso habitual. Com o tempo, o seu aspecto, mais fruto da bebida do que da idade, foi-se degradando. Ultimamente, vejo-o muitas vezes no jardim, quando vou ao quiosque alguns fins de tarde. O corpo e o olhar denunciam a mesma ansiedade de alguns traficantes que também param por lá. Quando está menos ébrio, cumprimenta-me, sempre com respeito e deferência. Outras vezes, evita-me; outras ainda, de tão bêbado, não dá por mim.
Hoje, no fim da manhã, quando o jardim começava a ficar vazio, esperou que a amiga que estava comigo entrasse no carro, para me abordar. Com a educação de sempre, perguntou-me se podia pedir-me um favor. Acrescentou que esquecera o cartão multibanco em casa e que precisava de comer qualquer coisa. «Se puder emprestar-me 3 ou 4 euros... quando voltar a vê-la, dou-lhos.», disse. Fiquei sem saber o que fazer. Acabei por lhe dar 4 euros que tinha no porta-moedas, mesmo sabendo que os gastaria, dentro de minutos, em bebida.

segunda-feira, junho 05, 2017

Alfazema


"Colhida", ontem de manhã, no quintal da mãe.

domingo, junho 04, 2017

O ramalhete rubro das papoulas*


* Do poema "De tarde" de Cesário Verde